31.5.06
É impressionante como, muitas vezes, nos deparamos com sujeitos que ainda se matém fiéis ao que acreditavam, não se contaminaram com os vícios do mundo e a mesquinhez das pessoas. Mais impressionante ainda é como eles sofrem...
Em homenagem a esses meus pequenos heróis do dia-a-dia, eu mando um The Doors:
People are strange when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked when you're unwanted
Streets are uneven when you're down
When you're strange
Faces come out of the rain
When you're strange
No one remembers your name
When you're strange
When you're strange
When you're strange
Rezo para que continuem sempre assim, me alimentando de originalidade todos os dias.
FERNANDA SAMICO - 2:11 PM - Comments:
25.5.06
Ela está cansada. Se joga no sofá e olha para a parede branca. Cansada.
Lembra de uma discussão que tivera com o marido. Mais uma. Sempre mais uma discussão. Desta vez por possessão, ciúme. Ele dirigindo, voltando para a casa, ela ao lado, infernizando-o com conjecturas, às vezes tão absurdas que ela mesma tinha vontade de rir. Ele reagira violentamente mas não a agredira. Dizia sofrer, mas nunca a deixara. Nem nunca a deixaria, ele afirmara.
Briga por ciúme. Ciúme de tudo, da vida que ele levava, das mulheres que o rondavam: filha, mãe, ex-mulher. Mas ela sabe que não é disso que se trata. Ela bem sabe que a briga tem outro significado.
Outro significado. Um significado que é oposto, como tudo que é ou está em sua vida. Ao contrário. Oposto.
O frio a esquentava. As lágrimas eram felizes e os risos pungentemente tristes. Ela, mulher feita, era criança. O amado: um inimigo e por isso mais amado do que nunca. Ou sempre. Sempre era jamais e nunca era símbolo de continuidade. O ódio que ela causava no seu amado com as constantes brigas, tinham gosto de amor.
Sim.
Para ela o ódio era amor.
Então a dialética mudou.
E ela, sentada no sofá, olhando para o branco da parede - que agora era negro como o nada - entendeu. Entendeu tudo. E, olhando com olhos marejados para o corpo inerte do seu amante estranhamente contorcido na cama, murmura "Eu te amo", leva o revólver à testa e aperta o gatilho.
"Eu te amo"
E o sempre virou nunca mais.
FERNANDA SAMICO - 2:35 AM - Comments:
4.5.06
Numa estação de rádio canadense, dão um prêmio de 1000
a 5000 dólares à pessoa que contar um fato verdadeiro
e que tenha ocasionado um verdadeiro embaraço, daqueles
que nos fazem apetecer enfiar-nos pelo "chão abaixo".
Esta história recebeu o prêmio máximo ou seja, 5.000dólares.
"Tinha uma consulta no ginecologista marcada para essa semana, mas tinham ficado de me avisar o dia e a hora. De manhã bem cedo, recebo um telefonema da funcionária do consultório informando que a minha consulta tinha passado para esse mesmo dia pela manhã, às 09h30. Tinha acabado de tratar do desjejum do meu marido e crianças e ia no momento começar a despachar-me; eram precisamente 08h45! Fiquei em pânico, não tinha um minuto a perder. Tenho a certeza que sou igual a todas as mulheres e que temos todas muito cuidado e uma particular atenção com a nossa higiene pessoal, principalmente quando vamos ao ginecologista mas,
desta vez, eu nem sequer tive tempo de tomar um ducha. Subi as escadas correndo, tirei o pijama, agarrei uma toalhinha lavada e dobrada que estava em cima da borda
da banheira, desdobrei-a e molhei-a passando-a depois, com todo o cuidado, pelas "partes íntimas" para ter a certeza qu! e ficava o mais limpo possível. Joguei a
toalhinha no saco da roupa suja, vesti-me e "voei" para o consultório.
Estava na sala de espera há alguns minutos quando me chamaram para fazer o exame. Como já sei o procedimento, deitei-me sem ajuda na marquesa e tentei, como sempre faço, imaginar-me muito longe dali, num lugar assim como nas Caraíbas, ou em qualquer outro lugar lindo e pelo menos a 10.000 kms daquela marquesa. Fiquei muito surpreendida quando o meu médico me disse:
- "Oh lá lá!!! Hoje de manhã fez um esforço suplementar mas ficou toda bonita!"
Não recebi muito bem o cumprimento, mas não respondi. Fui para casa tranqüila e o resto do dia desenrolou-se normalmente: limpei a casa, cozinhei, tive tempo de ler uma revista, etc. Depois da escola, já acabados os seus deveres, a minha filha, de 6 anos, estava preparada para ir brincar, quando gritou do banheiro:
- "Mamãe! Onde é que está a minha toalhinha?"
Gritei de volta que tirasse uma do armário. Quando ela me respondeu, juro que o que me passou pela cabeça, foi desaparecer da face da terra. O comentário do médico, martelava na minha cabeça sem descanso e a minha filhinha disse-me só isto:
- "Não mamãe, eu não quero uma toalhinha do armário; quero mesmo aquela que estava dobrada na borda da banheira. Foi nela que eu deixei todas as minhas purpurinas e as estrelinhas prateadas e douradas!"
E tem gente que acha que é azarada...
Fê Samico
27 anos
Stars Hollow
Escorpiana
Psicóloga
Bruxa
(be afraid, be very afraid...)
E-mail
MEU FOTOLOG
MEU OUTRO BLOG
Meu humor
Leio todo dia (ou quando eles atualizam...)
Filha do Vento
Blog da Medea
Flog da Medea
ThE mArVeL wAy Of LiFe
BRAZILEIRA!PRETA
Fernando Miranda
Linda e Loura
Jesus, me chicoteia!
quelque.chose.d'autre
Entre sons e letras
Setecétera
Mundo Perfeito
Links
A CASA DO WALKBOT
Irmandade de Brigit
O Simulacro
Angry Alien (site de animações, muito bom!!!)
COMversos e prosas
Abrawicca
Templo da Deusa

Passado
<< Home

Créditos
![]()
Blogger Brasil