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Le Journal Gauche

"Puisque ma vie n'est rien, alors je la veux toute. Tout entière, tout à fait et dans toutes ses déroutes. Puisque ma vie n'est rien, alors j'en redemande. Je veux qu'on m'en rajoute, soixante petites secondes pour ma dernière minute."



24.9.07

Alice e a fome

Com a testa na madeira lateral da janela, olhando para a paisagem iluminada na sua frente, Alice já estava cansada de tentar sair do quarto. Já havia perdido a conta de quantas vezes tentara pular a janela. Também já havia perdido a conta de quantas vezes procurou uma porta de saida, de quantas vezes abriu o armário, olhou debaixo da cama, dentro do baú, atrás do biombo. Cansara de tatear as paredes, de rezar, de gritar.

Mesmo assim, olhar para aquela paisagem imutável trazia alguma calma ao coração de Alice. Uma calma estranha, contemplativa, entorpecedora. Depois do desespero, foi para a janela que Alice olhou. Fora ali que a idéia de que estava presa no quarto começara a ganhar forma. Na janela.

Alice não sabia quanto tempo ficara de pé olhando a paisagem, mas seus pés doiam e os joelhos reclamavam. No meio de suas divagações, ela reparou que estava faminta. A fome veio como um soco.

"Eu vou morrer de fome neste maldito quarto", pensou. "Eu vou morrer de fome, porque não tenho como sair... Meu Deus, eu não tenho como sair!" E ao mesmo tempo em que seus olhos enchiam de lágrimas novamente, seu nariz captou o cheiro doce e inconfundível de café. Enxugando as lágrimas, ela virou para o quarto, agora mais iluminado com o sol forte da meia tarde. Os mesmos olhos de Alice, inchados de tanto chorar, se expandiram até formarem dois circulos redondos de espanto conforme Alice constatava que não estava sozinha no quarto.

"Eu trouxe café, frutas, bolo de chocolate, pão e queijo..." disse a menininha, "Eu sei, desculpa, faltou o suco de laranja, mas é que ficou muito azedo!", acrescentou sorrindo.

FERNANDA SAMICO 8:02 PM
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20.9.07

Alice e a janela

O campo se estendia como um tapete verde estampado por flores coloridas. As montanhas ao fundo eram a fronteira cinza entre o chão esmeralda e o céu azul radiante. Alice deu dois passos para trás e percebeu como a janela de madeira escura era a moldura perfeita para a paisagem que se abria tão colorida lá fora.

A brisa morna que vinha da janela aberta tinha um perfume delicioso de flores e mato. Toda aquela paisagem convidava Alice a passear. Ela virou para olhar o quarto, procurando a porta. Para seu espanto, as únicas portas que viu eram as do armário, encostado na parede oposta à janela. No peito, o coração de Alice bateu mais forte. Como sairia daquele quarto estranho, daquele lugar? Então, aproximando-se da janela, ela pôs a cabeça para fora e olhou para baixo. Verificou que a janela ficava a apenas um metro do chão. Preparou-se, então, para pular a janela. Subiu a barra de sua camisola até a coxa, sentou-se na janela, aproximou seus joelhos ao peito e com as mãos e os pés na madeira do parapeito, girou seu corpo para fora.

Como numa vertigem, Alice viu, boquiaberta, que estava virada para o quarto novamente. A paisagem, tão convidativa, estava mais uma vez às suas costas. Incrédula, ela girou nervosamente seu corpo em direção ao campo. Nova vertigem e a constatação de que estava olhando para o quarto, o maldito quarto.

FERNANDA SAMICO 5:53 PM
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18.9.07

Alice

Alice acordou e não reconheceu o teto que viu. Sentiu os lençóis com as palmas das mãos e não eram os mesmos da noite anterior. Ela se sentou na cama e percebeu que tudo em sua volta tinha mudado. As paredes tinham quadros diferentes. No chão, no lugar do carpete, tábua corrida. A janela não mostrava mais a parede do prédio em frente, mas um céu azul sem nuvens. Um raio de sol entrava docemente pelas cortinas meio abertas, que dançavam com a brisa vinda de fora.

Ao tocarem o chão, os pés de Alice estranharam o frio. Ela se pôs de pé e observou o quarto ao seu redor. Nada do que ela viu era ao menos similar ao quarto onde ela se deitara na noite anterior. As paredes pintadas de bege, o baú aos pés da cama, o espelho no canto do quarto ao lado do biombo... Tudo era diferente.

Sentindo frio nos pés, Alice buscou o pedaço de chão onde havia sol. Perto da janela, viu uma cadeira. Reticente, ela afastou as cortinas e olhou pela janela.

FERNANDA SAMICO 11:57 PM
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17.9.07

Girls can wear jeans and cut the hair short, wear shirts and boots. ´Cause it´s ok to be a boy.
But for a boy to look like a girl is degrading. Cause you think that being a girl is degrading.
But secretly you´d love to know what it´s like, wouldn´t you? What it feels like for a girl.

Silky smooth
Lips as sweet as candy
Tight blue jeans
Skin that shows in patches
Strong inside
but you don’t know it
Good little girls they never show it
When you open up your mouth to
speak
Could you be a little weak?

Do you know... what it feels like for a girl?

Hair that twirls
on finger tips so gently,
Hands that rest
on jutting hips repenting
Hurt that’s not supposed to show and
Tears that fall
when no one knows
When you’re trying hard to be
your best
Could you be a little less?

Do you know... what it feels like for a girl?

FERNANDA SAMICO 11:04 PM
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10.9.07

Esper-ando.

Ah, eu espero.
Sou experiente nessa coisa de esperar.
Acho que sou "esperiente".
Ou melhor: esperante.

Eu espero que não precise mais esperar.
É uma espécie de esperança.
Mas quem espera sempre cansa.
E eu cansei dessa dança.
Mas eu não sei não esperar.

É... se vivência fosse sinônimo de experiência.
Eu ainda estaria na adolescência...
(F. Samico)

FERNANDA SAMICO 10:13 PM
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3.9.07



Senhoras e senhores!
Nossa destemida malabarista tentará novo número, desta vez com malabares de alto risco!
Venham ver!

FERNANDA SAMICO 10:26 PM
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