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Le Journal Gauche
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"Puisque ma vie n'est rien, alors je la veux toute. Tout entière, tout à fait et dans toutes ses déroutes. Puisque ma vie n'est rien, alors j'en redemande. Je veux qu'on m'en rajoute, soixante petites secondes pour ma dernière minute." 26.12.07 "Eu notei que tava ferrada
Quando cerveja ficou aguada Quando andava meio desbotada Quando não tinha vontade de nada. Eu ví que não tava bem Quando não queria saber de ninguém Quando escutava as histórias com desdém Quando era mais fácil seguir o vai-e-vem Foi quando eu tive a sacada Do tamanho da enrascada Do quanto eu tava enrolada Porque essa minha vida, ninguém sabe. Esse desassossego, essa dissincronia. Esse movimento de palimpsesto. Essa cacofonia." (F. Samico)
FERNANDA SAMICO 10:37 PM "um bom poema
leva anos cinco jogando bola, mais cinco estudando sânscrito, seis carregando pedra, nove namorando a vizinha, sete levando porrada, quatro andando sozinho, três mudando de cidade, dez trocando de assunto, uma eternidade, eu e você, caminhando junto " (Leminski)
FERNANDA SAMICO 11:23 AM Essa minha vida, ninguém sabe.
Esse desassossego, essa dissincronia. Esse movimento de palimpsesto. Essa cacofonia.
FERNANDA SAMICO 11:16 AM 19.12.07 Descola a minha alma com calma
Afasta e me olha Me dá um sorriso de esmola E vai embora.
FERNANDA SAMICO 1:04 PM "Quando nasci
Veio um anjo safado O chato dum Querubim E decretou Que eu tava predestinado A ser errado assim Já de saída A minha estrada entortou Mas vou até o fim..."
FERNANDA SAMICO 1:03 PM Agora somos eu e ela, na passarela.
FERNANDA SAMICO 12:15 AM 18.12.07 ![]()
FERNANDA SAMICO 11:35 PM 3.12.07 Alice e a cidade
Alice adentrou em uma cidade quando o sol nascia. Depois de correr pela floresta a noite toda, sem dormir, com medo de acordar novamente no quarto. O céu já se cobria de matizes douradas quando ela encontrara um pequeno caminho entre as árvores. Ao percorrê-lo ela notava os primeiros sinais do que seria uma cidade. O caminho, cada vez mais largo e pavimentado, ia ganhando nas suas margens algumas construções. Casas das mais variadas formas, pequenos armazéns, alguns carros estacionados. Cansada, com os pés em frangalhos, Alice sentou-se num meio fio. "Deus, meus pés estão dormentes!" pensou ao observá-los. De fato, seus pés estavam sangrando. "Preciso de sapatos... Preciso de dinheiro para comprar pelo menos uns chinelos... Será que nesse mundo irreal existe dinheiro?" Então ela lembrou do absurdo que o dia anterior fora. O quarto, a menininha, a janela... Antes que o desespero brotasse em seus olhos, Alice notou que uma espécie de motocicleta estacionara bem na sua frente. "Quer ajuda, moça?"
FERNANDA SAMICO 9:19 AM
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